Quantas vezes você já repetiu esta frase?
-Se arrependimento matasse eu estaria...
Quantas vezes você já repetiu esta frase?
-Se arrependimento matasse eu estaria...
Você trata a pessoa com carinho, atenção. Só você é quem procura, ela nunca tem tempo, está sempre de saída, tem compromissos inadiáveis, apronta poucas e boas, te faz de gato e sapato, é egoísta, magoa e nem percebe que te magoou. E você...sempre prestativa, relevando, fingindo que não vê. Acha que mais dia menos dia ela vai reconhecer, vai pedir desculpas e vai mudar da água para o vinho tratando você como você merece. Ledo engano! Não existe aprendizado sem ensino. Seja no amor, numa amizade ou com um parente, não importa o tipo de relacionamento, ou você muda a sua forma de agir e mostra a sua insatisfação, ou vai passar a vida esperando por algo que nunca vai acontecer. Ela nunca terá consciência dos erros que está cometendo.
- Huumm! Sinto uma dificuldade de pagar com a mesma moeda ou de mostrar para a pessoa que ela está agindo errado.
Neste caso, só existe uma solução para lidar com pessoas que não têm senso, interesseiras e que se acham indispensáveis e absolutas: desprezar.
Desprezo é o melhor remédio!
Se você não consegue ter uma conversa com a pessoa para expor o que você pensa e sente a respeito dela, despreze, ignore a existência dela por um tempo, logo você vai perceber o resultado desta atitude. Chegou à hora de você se valorizar, deixar de ser tão tolerante, submissa(o). Quem se faz de cordeiro acaba sendo comido pelo lobo.





Colocou o álbum de fotos sobre a mesinha lateral com o olhar perdido nos pensamentos. Foram tantos momentos, tantas lembranças. Tentava esquecer mas não conseguia, tudo trazia lembranças: uma música, o casal que passava de mãos dadas sorrindo, o barzinho. Até mesmo em uma conversa uma palavra solta que para outros não teria a menor importância, já era o bastante para trazer recordações.
Não conseguia entender como o amor acabou. Enquanto pensava, lembrava nitidamente da frase que ouviu após a pergunta que fez e que ainda ecoava nos seus ouvidos:
-Por quê?
- O amor acabou, não dá mais para continuar.
- Como o amor acabou? Amor verdadeiro não acaba, persiste mesmo depois da morte.
Ledo engano achar que o amor não acaba. Como já dizia o Poeta: “Amor e chama”. Não é tão fácil assim manter a chama acesa. A rotina é a maior assassina do amor. Às vezes, a rotina é tão maçante que a pessoa nem tem consciência de que o amor acabou.
Engraçado... por acaso você percebeu que no início da relação você colocava a sua melhor roupa, o melhor perfume, ficava horas na frente do espelho se arrumando, não tirava os olhos do relógio aguardando a hora do encontro. Hoje, qualquer roupa tá boa, aquele seu velho pijama é tão confortável, os beijos já são automáticos, o sexo é esporádico, a velha desculpa do cansaço, os longos papos se transformaram em frases necessárias.
O ser humano traz dentro de si a necessidade de conquistar. É essa necessidade que move o mundo. Basta a tranqüilidade de saber que conquistou, que é o dono da coisa, para se acomodar, cair na rotina, perder o interesse e aí vem à necessidade de sair em busca de novas conquistas. De repente surge alguém interessante, diferente e, o coração dispara. Nossa! Já fazia tanto tempo que você não experimentava essa sensação. Ser arrancado da mesmice do dia a dia. Isso demonstra que havia uma brecha na relação que você estava vivendo até agora e essa brecha acabou abrindo a porta para um novo amor.
Não esqueça que relacionamentos, por melhores que sejam, são atingidos por vendavais e se a chama estiver fraca apaga num piscar de olhos. Brigas, discussões inúteis, desprezo, comodismo, ciúmes doentio, mentiras e traições são instrumentos para formação do vendaval.
-Puxa! Que chato! Então eu vou ter que passar a vida tentando conquistar?
Se quiser manter a chama acesa, vai sim, vai passar a vida tentando conquistar para não cair na rotina. Se o amor é chama, precisa de combustível para manter a chama acesa, senão, vai ficando fraca, fraca, até que, não precisa um vendaval para apaga-la, basta um leve sopro.
Pode ser que você, sem perceber, tenha transformado a sua relação numa rotina ou se não foi isso que ocorreu, é sinal de que a outra pessoa se enquadra naquelas que não tem capacidade de amar, eis que, existem pessoas que vivem numa eterna procura, mesmo quando encontram alguém especial. Só que esse tipo de pessoa nunca vai amar ninguém.
Ficar preso a alguém ou a alguma situação por comodismo vale a pena?
Juliana passou a vida se dedicando a família. Embora o seu casamento já não estivesse bom há muito tempo, ia empurrando com a barriga. Afinal, o marido arcava com todas as despesas da casa, era um bom pai.
Certo dia descobriu que o marido lhe traia, tinha uma amante há mais de oito anos. O mundo desabou sobre sua cabeça, tinha que tomar uma atitude. De repente se deu conta que não tinha como se manter sem o marido, eis que, nunca trabalhou, o marido nunca permitiu que ela trabalhasse, sempre que tocava neste assunto, acabavam discutindo e, para manter o casamento e a família ela concordou, nunca mais falou sobre isso. Apesar dos obstáculos, decidiu se separar.
-Preciso me libertar desse comodismo. - pensou Juliana-.
Informou ao marido que já sabia de tudo e que queria o divórcio. O marido implorou para que ela ficasse, prometeu mundos e fundos e, ela ficou.
Passado alguns anos, tudo voltou a ser como antes: a mesma falta de respeito do marido, o mesmo silencio entre o casal e a mesma falta de amor. Juliana não era feliz. Contudo, sair de casa e largar tudo poderia ser um risco, aos cinquenta anos, seria difícil arrumar um emprego e viver de favor na casa dos outros ainda seria pior. Era mais cômodo deixar tudo do jeito que estava. Foi ficando, foi calando, infeliz...foi ficando, foi calando, infeliz...Até que, se calou para sempre sem nunca ter sido feliz.
Aqui, vale contar uma história para analisar a situação de Juliana e de tantas outras pessoas que se entregam ao comodismo:
-Um homem milionário convidou mais de mil pessoas para uma festa. No dia da festa encheu a sua piscina de enormes crocodilos famintos, ofereceu um premio de milhões de reais para quem mergulhasse na piscina e atravessasse sem ser engolido pelos crocodilos. À medida que o tempo ia passando e não aparecia ninguém disposto a pular na piscina, o milionário aumentava o valor do premio. O silencio era total, ninguém se arriscava. De repente um homem mergulha e atravessa os cinqüenta metros da piscina sem ser pego pelos crocodilos. Do outro lado todos aguardavam a chegada do homem corajoso. Intrigado com o feito, o milionário após entregar o premio, indagou ao homem que acabara de sair da piscina:
- Amigo! O que o motivou a ter tamanho ato de coragem?
O homem, ainda ofegante e muito irritado respondeu aos brados:
- Eu queria saber quem foi o miserável que me empurrou nessa piscina?
Moral da história:
Muitas vezes, diante de determinadas situações tememos tomar uma atitude. O medo de mergulharmos no desconhecido, faz com que fiquemos acomodados. Se é melhor ou pior ficar assim não importa, para tentar e não dar certo, melhor é ficar fechado no nosso mundinho olhando a vida passar sem vivê-la.
Se você pensa assim, não se lastime dizendo que é infeliz. Não é o mundo que não te compreende, não é o destino que é cruel contigo. Você decidiu assim! Você fez essa escolha! Você se acomodou! Não adianta querer jogar no mundo ou nas pessoas a culpa pelas suas decisões e atitudes.
E se o marido da Juliana abandonasse ela? Ela não teria que se virar?
Você é aquela pessoa que guarda por anos tudo que tem, que ganha, que compra?
Aquela blusa já tem quase cinco anos, a calça esta perto de quinze. Você não usa faz quanto tempo?
Aquele guardanapo lá daquele restaurante, a garantia vencida daquele eletrodoméstico, aquela caneta que um dia você vai comprar carga nova, etc.
E, assim, você vai acumulando coisas nos armários, na casa.
-Eu tenho que tirar um dia para dar uma limpeza e jogar tudo isso fora!
E chega o grande dia...
-Aaaaaa não, isso não vou jogar fora, eu posso precisar...Isso, eu sou vou guardar mais um tempinho, depois eu jogo fora.
-Isso bem...isso eu gosto muito, não vou me desfazer.
Mentira, vai jogar fora nada! Gosta nada! Se gostasse estava usando.
Sabe por que você age assim?
Porque o seu apego não está nos objetos, está dentro de você, no fundo há uma insegurança, o medo de perder a posse sobre algo, medo de gostar e não ser correspondida(o), medo de perder o controle da situação.
É importante esclarecer que tudo tem um limite, ou seja, guardar determinadas coisas como: algo que traz a lembrança de alguém querido, documentos, roupas ou objetos que por motivos concretos são necessários ou iremos utilizar em breve, é normal. O que não é normal é guardar o que você nunca vai utilizar.
Dê uma olhada nas coisas que você guardou, veja se realmente precisa ou vai utilizá-las. Porque não vai ser guardando esse bando de tralha que você vai conseguir impedir que as coisas fujam ao seu controle. Você pode ter controle sobre objetos, mas não sobre pessoas. E, agindo assim, você só vai sofrer mais quando tiver que encarar o desapego.
http://disney-clipart.comComo nos contos de fadas queremos encontrar a pessoa ideal.
As mulheres esperam o seu príncipe num cavalo branco, lindo, educado, cavalheiro e, de preferência, príncipe, para poder realizar todos os seus desejos.
Os homens querem encontrar a sua Cinderela, antes Gata Borralheira que lavava, passava, cozinhava, fazia todo o trabalho da casa sem reclamar. E, à noite, Cinderela: a bela, formosa, apaixonada, carinhosa e cheirosa.
Repararam que nos contos de fadas a mulher espera pelo príncipe encantado para libertá-la e ser feliz? Que não pode ser um sapo e nem um anão? E que o príncipe não quer as irmãs feias e mimadas da Cinderela?
Desde criança ouvimos histórias em que a pessoa ideal não tem defeitos. Em razão desse fato, vivemos procurando a perfeição na pessoa ideal, ou seja, a pessoa ideal não pode ter defeitos.
Nessa busca incessante, quantas pessoas ideais entraram e saíram de nossas vidas sem que sequer percebêssemos? Estamos sempre tão empenhados em encontrar o modelo que desenhamos como ideal. Colocamos tantas expectativas para achar o modelo exato, que nos tornamos cegos para qualquer outro protótipo que tenha surgido e que não obedeça aos padrões exigidos no manual de instruções que nos elaboramos.
Quantas vezes nos frustramos e continuamos nos frustrando porque achamos que o fulano e a fulana encontraram a sua metade e nós, até agora, nada!
Dê uma revisada no modelo que você criou, observe quais os defeitos que você não admite que o seu modelo apresente. Depois de uma analise profunda, escreva em um papel cada qualidade que você achar que a sua pessoa ideal deve ter e ao lado coloque o antônimo da qualidade, em seguida marque com um “x” em cada antônimo que você reconhecer como um defeito teu ex.: paciente –(x) impaciente; rico – pobre.
Aposto que você pode acabar descobrindo que com todas as exigências que você fez, você também não seria a pessoa ideal de ninguém. Sabe por quê? Não é que você seja uma pessoa tão complicada assim mas, provavelmente, você idealizou a sua pessoa ideal baseando-se nos contos de fadas. E, essa pessoa não existe, não é real. No mundo real as pessoas são humanas e todo ser humano têm qualidades e defeitos, erros e acertos.
Portanto, a pessoa ideal é aquela que você ama com todos os erros e acertos, qualidades e defeitos que ela tenha.
Do que adianta uma pessoa que se encaixe no seu manual de perfeição se você não amar essa pessoa?